O sono como mediador entre o estresse ocupacional e a qualidade de vida de enfermeiros docentes
Bruno Fernando Moneta Moraes
TESE
Português
T/UNICAMP M791s
[Sleep as a mediator between occupational stress and quality of life in nurse educator]
Campinas, SP : [s.n.], 2025.
1 recurso online (177 p.) : il., digital, arquivo PDF.
Orientadores: Flávia de Oliveira Motta Maia, Milva Maria Figueiredo De Martino
Tese (doutorado) - Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Faculdade de Enfermagem
Resumo: Introdução: A Enfermagem como ciência relaciona-se ao cuidado e ao bem-estar dos indivíduos, pautada na abordagem ética e humanizada e a área de ensino representa um desafio ainda maior dentro da profissão a qual, assim como a área assistencial, também está vinculada a desgastes físicos e...
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Resumo: Introdução: A Enfermagem como ciência relaciona-se ao cuidado e ao bem-estar dos indivíduos, pautada na abordagem ética e humanizada e a área de ensino representa um desafio ainda maior dentro da profissão a qual, assim como a área assistencial, também está vinculada a desgastes físicos e mentais. Objetivos: Avaliar o efeito mediador da qualidade subjetiva do sono e da sonolência diurna entre o estresse ocupacional e a qualidade de vida de enfermeiros docentes do ensino superior. Métodos: Estudo transversal, correlacional, analítico e quantitativo com 162 enfermeiros docentes de 22 Unidades da Federação, atuantes na graduação e pós-graduação em universidades públicas, privadas e filantrópicas. Foram utilizados o Pittsburgh Sleep Quality Index (PSQI) e a Escala de Sonolência de Epworth (ESS) para avaliar a qualidade subjetiva do sono e a ocorrência de sonolência diurna excessiva, respectivamente, o Job Stress Scale, para analisar o estresse ocupacional e o instrumento de qualidade de vida WHOQOL-Bref, além de um questionário próprio para levantamento de dados individuais. Elaboraram-se modelos de mediação dos dados de sono entre o estresse ocupacional e a qualidade de vida, além das análises descritivas, testes de correlação, comparação e associação e modelos de regressão linear múltiplos. Resultados: Predominaram os enfermeiros docentes do gênero feminino cisgênero, com companheiro, trabalhando entre 30 e 40 horas semanais, num único vínculo, em universidade pública e há mais de dez anos. A maioria apresentou má qualidade do sono, sem evidência de sonolência diurna excessiva e foi classificada com baixo estresse ocupacional pela matriz de Karasek. A satisfação com a saúde e o domínio social tiveram médias mais baixas, enquanto o domínio físico foi o melhor pontuado na avaliação da qualidade de vida. Os enfermeiros docentes que tinham pior qualidade do sono tiveram mais sonolência diurna, percepção de maior demanda psicológica, menor controle e menor apoio social no trabalho, com maior incidência de estresse ocupacional e tiveram pior percepção de qualidade de vida nos quatro domínios da WHOQOL-Bref. Aqueles que tiveram sonolência diurna excessiva também evidenciaram baixa percepção da qualidade de vida em todos os domínios e maior percepção de demanda psicológica no trabalho. Apresentar estresse ocupacional prejudicou a percepção de qualidade do sono, aumentou a incidência de sonolência diurna excessiva e prejudicou a percepção da qualidade de vida nos quatro domínios. A qualidade do sono exerceu um efeito de mediação complementar entre o estresse ocupacional e a qualidade de vida dos enfermeiros docentes, indicando que a qualidade do sono pode potencializar os efeitos do estresse ocupacional sobre a qualidade de vida. Conclusão: conclui-se que a qualidade do sono exerceu um papel determinante na percepção de estresse ocupacional e qualidade de vida, tanto como mediadora entre ambas, quanto de forma direta, tornando-se um fator que pode comprometer a saúde física e psíquica dos enfermeiros docentes e tornou-se evidente a escassez de estudos robustos na literatura envolvendo enfermeiros docentes do ensino superior, ou estudos que envolvam a análise do efeito de mediação do sono entre o estresse ocupacional e a qualidade de vida
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Abstract: Introduction: Nursing, as a scientific discipline, is intrinsically linked to the provision of care and the promotion of individual well-being, grounded in ethical principles and a humanized approach. The educational domain poses an even greater challenge within the profession, as it, much...
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Abstract: Introduction: Nursing, as a scientific discipline, is intrinsically linked to the provision of care and the promotion of individual well-being, grounded in ethical principles and a humanized approach. The educational domain poses an even greater challenge within the profession, as it, much like the clinical care sector, is also associated with significant physical and psychological demands. Objectives: To evaluate the mediating effect of subjective sleep quality and daytime sleepiness between occupational stress and the quality of life of higher education nursing faculty. Methods: A cross-sectional, correlational, analytical and quantitative study was conducted with 162 nursing faculty members from 22 Brazilian states, working in undergraduate and graduate programs at public, private, and philanthropic universities. The Pittsburgh Sleep Quality Index (PSQI) and the Epworth Sleepiness Scale (ESS) were used to assess subjective sleep quality and the occurrence of excessive daytime sleepiness, respectively. The Job Stress Scale was employed to analyze occupational stress, while the WHOQOL-Bref instrument was used to evaluate quality of life, in addition to a self-administered questionnaire for collecting individual data. Mediation models were developed to examine sleep data between occupational stress and quality of life, along with descriptive analyses, correlation tests, comparisons, associations, and multiple linear regression models. Results: The majority of participants were cisgender women, in a relationship, working between 30 and 40 hours per week, with a single employment bond, at a public university, and with over ten years of experience. Most reported poor sleep quality, without evidence of excessive daytime sleepiness, and were classified as having low occupational stress based on Karasek’s model. Health satisfaction and the social domain had the lowest average scores, while the physical domain received the highest rating in quality-of-life assessments. Nursing faculty with poorer sleep quality experienced greater daytime sleepiness, higher perceived psychological demands, lower control, and reduced social support at work, leading to higher occupational stress and poorer perceptions of quality of life across all four WHOQOL-Bref domains. Those with excessive daytime sleepiness also reported lower perceived quality of life in all domains and greater psychological demands at work. Experiencing occupational stress negatively impacted sleep quality, increased excessive daytime sleepiness, and worsened perceptions of quality of life in all four domains. Sleep quality played a complementary mediating role between occupational stress and quality of life among nursing faculty, indicating that sleep quality can amplify the effects of work-related stress on quality of life. Conclusion: Sleep quality played a crucial role in the perception of occupational stress and quality of life, acting both as a mediator between these factors and directly influencing them. Poor sleep quality can compromise the physical and psychological health of nursing faculty. Additionally, the study highlighted a significant gap in the literature regarding robust studies on higher education nursing faculty, particularly those analyzing the mediating effect of sleep between occupational stress and quality of life
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Aberto
Maia, Flávia de Oliveira Motta
Orientador
De Martino, Milva Maria Figueiredo, 1947-
Coorientador
Freitas, Etiane de Oliveira
Avaliador
Silva, Rosângela Marion da
Avaliador
Gasparino, Renata Cristina, 1981-
Avaliador
Dados de pesquisa: https://doi.org/10.25824/redu/DVH35R
O sono como mediador entre o estresse ocupacional e a qualidade de vida de enfermeiros docentes
Bruno Fernando Moneta Moraes
O sono como mediador entre o estresse ocupacional e a qualidade de vida de enfermeiros docentes
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