Terra verde : temporalidade e pessoa na aldeia Kiriri Ibiramã do Acré, Caldas/MG
Fernanda Borges Henrique
TESE
Português
T/UNICAMP H395t
[Terra verde]
Campinas, SP : [s.n.], 2025.
1 recurso online (276 p.) : il., digital, arquivo PDF.
Orientador: Emília Pietrafesa de Godoi
Tese (doutorado) - Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
Resumo: O povo indígena Kiriri Acré saiu de Muquém do São Francisco, oeste da Bahia, em 2017 e ocupou uma terra no Sul de Minas Gerais, no bairro rural Rio Verde, município de Caldas/MG. A permissão para permanecer na localidade, que tem como proprietário legal o estado mineiro, foi concedida pelo...
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Resumo: O povo indígena Kiriri Acré saiu de Muquém do São Francisco, oeste da Bahia, em 2017 e ocupou uma terra no Sul de Minas Gerais, no bairro rural Rio Verde, município de Caldas/MG. A permissão para permanecer na localidade, que tem como proprietário legal o estado mineiro, foi concedida pelo verdadeiro dono da terra: um antigo tapuia que apareceu na ciência, importante momento ritual em que os kiriri comunicam-se de forma mais direta com diversos seres outros-que-humanos que também habitam o cosmos. Em troca da permanência na terra, o velho tapuia pediu que as pessoas cuidassem das matas e águas daquele lugar. A ciência é também um importante momento em que o conhecimento é produzido e compartilhado entre humanos e outros-que-humanos, por isso é importante que adultos e crianças de todas as idades participem. As crianças que nascem naquela terra, dizem, poderão contar a história daquele lugar melhor do que os adultos que ali vivem. Na nova terra ocupada, as pessoas estão tendo "a chance de começar de novo", conforme o cacique da aldeia, Adenilson, e, por isso, devem contar sua história dali em diante. Esta tese de doutorado tem como objetivo seguir com as pessoas essa história, mencionada não somente por Adenilson mas também por outras pessoas que vivem na aldeia Ibiramã Kiriri do Acré. Falar da história do lugar é também falar das conexões, humanas e mais que humanas, que as pessoas produzem pelos lugares por onde circulam. Por isso, falar da história do lugar é falar de tempo, terra e pessoa, equação explorada no trabalho
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Abstract: In 2017, the Kiriri Acré Indigenous people migrated from Muquém do São Francisco, in the state of Bahia, to the rural neighborhood of Rio Verde, in Caldas, southern Minas Gerais. Their stay on this land, which is legally owned by the state, was authorized by its true owner: an ancient...
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Abstract: In 2017, the Kiriri Acré Indigenous people migrated from Muquém do São Francisco, in the state of Bahia, to the rural neighborhood of Rio Verde, in Caldas, southern Minas Gerais. Their stay on this land, which is legally owned by the state, was authorized by its true owner: an ancient tapuia who appeared during the ciência—a key ritual moment in which the Kiriri communicate directly with various more-than-human beings who also inhabit the cosmos. In exchange for allowing them to remain, the old tapuia asked the people to care for the forests and waters of the area. The ciência is also a moment for the production and sharing of knowledge between humans and others-than-humans, which is why adults and children of all ages participate. It is said that children born on this land will be able to tell its story even better than the adults who live there now. According to the village chief, Adenilson, this new territory represents "a chance to start over." Thus, the story of this place must be told from here on. This doctoral dissertation aims to follow this story alongside the people, as narrated not only by Adenilson but also by others who live in the Ibiramã Kiriri do Acré village. To speak of the history of a place is also to speak of the human and more-than-human connections that people create as they move through different territories. Therefore, telling the story of a place is to speak of time, land, and person—an equation explored throughout this work
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Aberto
Godoi, Emília Pietrafesa de, 1960-
Orientador
Guerreiro Júnior, Antonio Roberto, 1984-
Avaliador
Amoroso, Marta Rosa
Avaliador
Viegas, Susana Dores de Matos, 1965-
Avaliador
Vieira, José Glebson
Avaliador
Terra verde : temporalidade e pessoa na aldeia Kiriri Ibiramã do Acré, Caldas/MG
Fernanda Borges Henrique
Terra verde : temporalidade e pessoa na aldeia Kiriri Ibiramã do Acré, Caldas/MG
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