Dinâmica das células dendríticas na anemia falciforme e seu impacto na imunidade adaptativa
Matheus Ajeje de Souza
DISSERTAÇÃO
Português
T/UNICAMP So89d
[Dendritic cell dynamics in sickle cell anemia and their impact on adaptive immunity]
Campinas, SP : [s.n.], 2024.
1 recurso online (79 p.) : il., digital, arquivo PDF.
Orientador: Renata Sesti Costa
Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Instituto de Biologia
Resumo: As células dendríticas (DCs) desempenham um papel crucial tanto na imunidade inata quanto adaptativa, atuando como sentinelas contra patógenos e influenciando a polarização de linfócitos T para perfis específicos. Na anemia falciforme (AF), uma doença hemolítica, moléculas associadas a danos...
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Resumo: As células dendríticas (DCs) desempenham um papel crucial tanto na imunidade inata quanto adaptativa, atuando como sentinelas contra patógenos e influenciando a polarização de linfócitos T para perfis específicos. Na anemia falciforme (AF), uma doença hemolítica, moléculas associadas a danos (DAMPs), como hemoglobina e heme, são liberadas em grande quantidade durante a hemólise, as quais podem ser reconhecidas por monócitos, neutrófilos e DCs, resultando em uma resposta inflamatória crônica, fator que contribui para a fisiopatologia da AF. Alterações nos padrões moleculares das células apresentadoras de antígenos, como as DCs, podem afetar o equilíbrio nos perfis linfocitários, cruciais na defesa contra diversas doenças. Portanto, este estudo visa investigar o fenótipo das subpopulações de DCs quanto ao perfil de ativação, migração e expressão de hemeoxigenase 1 (HO-1), enzima que metaboliza o heme, na AF, correlacionando-os com o perfil de resposta de linfócitos T. Utilizando um modelo animal de AF, observamos um aumento das DCs em linfonodos e baço, porém uma diminuição na medula óssea de animais falciformes em comparação aos saudáveis. Além disso, houve alteração nas porcentagens dos diferentes subtipos de DCs nos animais falciformes, bem como redução de seus progenitores imediatos da medula óssea, indicando alterações no desenvolvimento e diferenciação de DCs na AF. Análises das DCs circulantes de pacientes revelaram uma diminuição de algumas dessas subpopulações de DCs com alta expressão de HO-1 na circulação. Em conjunto, esses dados indicam uma possível alteração no padrão de migração. As associações entre os parâmetros das células dendríticas (DCs), linfócitos T e dados hematológicos indicam uma possível influência das DCs nos sinais clínicos associados à gravidade da AF. Além disso, sugerem que certos subtipos de DCs desempenham um papel na polarização dos linfócitos T para um perfil Th17, reconhecido por seu caráter inflamatório, além de sugerir que iDCs possam estar relacionadas à redução de linfócitos Treg em pacientes, o que pode contribuir para a inflamação crônica na AF. O estudo destaca a dinâmica das DCs na AF e ressalta a necessidade contínua de pesquisa para desenvolver estratégias terapêuticas específicas que contribuam para a qualidade de vida dos pacientes
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Abstract: Dendritic cells (DCs) play a crucial role in both innate and adaptive immunity, acting as sentinels against pathogens and influencing the polarization of T lymphocytes towards specific profiles. In sickle cell anemia (SCA), a hemolytic disease, damage-associated molecules (DAMPs) such as...
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Abstract: Dendritic cells (DCs) play a crucial role in both innate and adaptive immunity, acting as sentinels against pathogens and influencing the polarization of T lymphocytes towards specific profiles. In sickle cell anemia (SCA), a hemolytic disease, damage-associated molecules (DAMPs) such as hemoglobin and heme are released in large quantities during hemolysis, which can be recognized by monocytes, neutrophils and DCs, resulting in an inflammatory response chronic disease, a factor that contributes to the pathophysiology of SCA. Changes in the molecular patterns of antigen-presenting cells, such as DCs, can affect the balance in lymphocyte profiles, crucial in the defense against various diseases. Therefore, this study aims to investigate the phenotype of DC subpopulations regarding the profile of activation, migration and expression of hemeoxygenase 1 (HO-1), an enzyme that metabolizes heme, in SCA, correlating them with the response profile of T lymphocytes. Using an animal model of SCA, we observed an increase in DCs in lymph nodes and spleen, but a decrease in the bone marrow of sickle cell animals compared to healthy ones. Furthermore, there was a change in the percentages of different subtypes of DCs in sickle cell animals, as well as a reduction in their immediate progenitors in the bone marrow, indicating changes in the development and differentiation of DCs in SCA. Analysis of circulating DCs from patients revealed a decrease in some of these DC subpopulations with high HO-1 expression in the circulation. Taken together, these data indicate a possible change in the migration pattern. The associations between the parameters of dendritic cells (DCs), T lymphocytes and hematological data indicate a possible influence of DCs on clinical signs associated with the severity of SCA. Furthermore, they suggest that certain subtypes of DCs play a role in the polarization of T lymphocytes towards a Th17 profile, recognized by their inflammatory character, in addition to suggesting that iDCs may be related to the reduction of Treg lymphocytes in patients, which may contribute to the chronic inflammation in SCA. The study highlights the dynamics of CDs in SCA and highlights the continued need for research to develop specific therapeutic strategies that contribute to patients' quality of life
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Dinâmica das células dendríticas na anemia falciforme e seu impacto na imunidade adaptativa
Matheus Ajeje de Souza
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