Implicações clínicas da resposta imunológica e pontos de checagem no câncer de bexiga : potenciais biomarcadores clínicos
Luiz Augusto dos Santos
DISSERTAÇÃO
Português
T/UNICAMP Sa59i
[Clinical implications of the immune response, immune checkpoints in bladder cancer]
Campinas, SP : [s.n.], 2024.
1 recurso online (78 p.) : il., digital, arquivo PDF.
Orientador: Wagner José Fávaro
Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Faculdade de Ciências Médicas
Resumo: Este estudo objetivou caracterizar e comparar os perfis de resposta inflamatória/imune (IFN-?, CX3CR1, iNOS, PD-L1, CTLA-4, CD163, FOXP3), monoamina oxidases (MAO-A e MAO-B) e proteínas HABP4 (proteína de ligação ao ácido hialurônico 4) e SERBP1 (proteína serpina de ligação ao mRNA 1) nas...
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Resumo: Este estudo objetivou caracterizar e comparar os perfis de resposta inflamatória/imune (IFN-?, CX3CR1, iNOS, PD-L1, CTLA-4, CD163, FOXP3), monoamina oxidases (MAO-A e MAO-B) e proteínas HABP4 (proteína de ligação ao ácido hialurônico 4) e SERBP1 (proteína serpina de ligação ao mRNA 1) nas amostras de bexiga urinária de pacientes com câncer de bexiga não-músculo invasivo (CBNMI) inicial, CBNMI irresponsivo ao tratamento com Bacillus Calmette-Guérin (BCG) e câncer músculo-invasivo (CBMI). Além disso, buscou-se estabelecer um panorama informativo desses fatores e vias de sinalização interrelacionados e implicados no complexo microambiente do câncer de bexiga. Um total de 40 amostras de bexiga fixadas em formalina e embebidas em parafina foram obtidas de pacientes diagnosticados com câncer de bexiga (CB) no Hospital Municipal de Paulínia (Paulínia-SP) e no Hospital de Caridade São Vicente de Paulo (Jundiaí-SP). As amostras foram divididas em três grupos: Grupo 1 (n=13) – CBNMI inicial; Grupo 2 (n=21) – CBNMI irresponsivo ao tratamento com BCG; e Grupo 3 (n=6) – CBMI. Subsequentemente, as amostras foram submetidas a análises imunoistoquímicas. Nossos resultados mostraram que as imunorreatividades totais para MAO-A foram significativamente maiores (p<0,05) nos Grupos 1 e 2 em comparação ao Grupo 3. Curiosamente, as imunorreatividades totais para MAO-B apresentaram um padrão distinto, sendo mais elevadas nos Grupos 2 e 3 em relação ao Grupo 1. Esses achados sugerem que a MAO-A pode ser utilizada como um marcador de doença superficial, enquanto a MAO-B pode atuar como um indicador de progressão da doença. As imunorreatividades para CTLA-4 e PD-L1 foram significativamente (p<0,05) maiores no Grupo 1 em comparação aos Grupos 2 e 3, sugerindo que o tratamento com BCG reduz a imunorreatividade dessas moléculas no microambiente tumoral, tanto no fenótipo não-músculo invasivo irresponsivo ao tratamento quanto no fenótipo músculo-invasivo, indicando uma modulação do microambiente tumoral após o tratamento. As imunorreatividades totais para CD163 e FOXP3 foram significativamente (p<0,05) maiores no Grupo 2, seguidas pelo Grupo 3, sugerindo que a presença aumentada de linfócitos Tregs FOXP3+ e macrófagos M2 CD163+ no microambiente tumoral interfere significativamente no sucesso do tratamento com BCG e facilita a progressão tumoral. Em contraste, as imunorreatividades totais para IFN-?, CX3CR1 e iNOS foram significativamente (p<0,05) maiores no Grupo 1 em comparação aos Grupos 2 e 3, indicando que a maior infiltração de células CX3CR1+ e macrófagos com perfil M1 iNOS+ propicia um microambiente citotóxico e mais responsivo ao uso de imunoterapias. Este trabalho foi o primeiro a demonstrar as imunorreatividades de HABP4 e SERBP1 no CB. A imunorreatividade total para SERBP1 foi significativamente (p<0,05) maior nos Grupos 2 e 3, sugerindo que sua superexpressão está associada à progressão tumoral. Em contraste, a imunorreatividade total para HABP4 foi significativamente (p<0,05) maior no Grupo 1 em comparação aos fenótipos mais agressivos (Grupos 2 e 3), corroborando a literatura que associa níveis elevados de HABP4 à redução da proliferação celular. Portanto, nossos resultados indicam que a análise desses biomarcadores pode melhorar a estratificação de risco, o prognóstico e a personalização das terapias, incluindo imunoterapias, para pacientes com CB. A identificação de perfis específicos de resposta imune e inflamatória pode orientar o desenvolvimento de estratégias terapêuticas mais eficazes e individualizadas, proporcionando melhores desfechos clínicos
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Abstract: This study aimed to characterize and compare the profiles of inflammatory/immune responses (IFN-?, CX3CR1, iNOS, PD-L1, CTLA-4, CD163, FOXP3), monoamine oxidases (MAO-A and MAO-B), and HABP4 (hyaluronan-binding protein 4) and SERBP1 (SERPINE1 mRNA-binding protein 1) in bladder samples from...
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Abstract: This study aimed to characterize and compare the profiles of inflammatory/immune responses (IFN-?, CX3CR1, iNOS, PD-L1, CTLA-4, CD163, FOXP3), monoamine oxidases (MAO-A and MAO-B), and HABP4 (hyaluronan-binding protein 4) and SERBP1 (SERPINE1 mRNA-binding protein 1) in bladder samples from patients with initial non-muscle-invasive bladder cancer (NMIBC), BCG-unresponsive NMIBC, and muscle-invasive bladder cancer (MIBC). Additionally, we sought to establish an informative overview of these factors and interrelated signaling pathways implicated in the complex bladder cancer microenvironment. A total of 40 formalin-fixed, paraffin-embedded bladder samples were obtained from patients diagnosed with bladder cancer (BC) at the Municipal Hospital of Paulínia (Paulínia, São Paulo, Brazil) and São Vicente de Paulo Charity Hospital (Jundiaí, São Paulo, Brazil). The samples were divided into three groups: Group 1 (n=13) – initial NMIBC; Group 2 (n=21) – BCG-unresponsive NMIBC; and Group 3 (n=6) – MIBC. Subsequently, the samples underwent immunohistochemical analyses. Our results demonstrated that the total immunoreactivities for MAO-A were significantly (p<0.05) higher in Groups 1 and 2 compared to Group 3. Interestingly, the total immunoreactivities for MAO-B did not follow the same pattern, being higher in Groups 2 and 3 compared to Group 1. These data suggest that MAO-A may be considered a marker of superficial disease, while MAO-B may indicate disease progression. The immunoreactivities for CTLA-4 and PD-L1 were significantly (p<0.05) higher in Group 1 compared to Groups 2 and 3, suggesting that BCG treatment reduces the immunoreactivity of these molecules in the tumor microenvironment, both in the unresponsive NMIBC phenotype and in the MIBC phenotype, indicating modulation of the tumor microenvironment following treatment. The total immunoreactivities for CD163 and FOXP3 were significantly (p<0.05) higher in Group 2, followed by Group 3, suggesting that the increased presence of FOXP3+ Tregs and CD163+ M2 macrophages in the tumor microenvironment significantly interferes with the success of BCG treatment and facilitates tumor progression. In contrast, the total immunoreactivities for IFN-?, CX3CR1, and iNOS were significantly (p<0.05) higher in Group 1 compared to Groups 2 and 3, indicating that the greater infiltration of CX3CR1+ cells and iNOS+ M1 macrophages creates a cytotoxic microenvironment more responsive to immunotherapies. This study was the first to demonstrate the immunoreactivities of HABP4 and SERBP1 in BC. The total immunoreactivity for SERBP1 was significantly (p<0.05) higher in Groups 2 and 3, suggesting that its overexpression is associated with tumor progression. In contrast, the total immunoreactivity for HABP4 was significantly (p<0.05) higher in Group 1 compared to the more aggressive phenotypes (Groups 2 and 3), supporting the literature that associates elevated levels of HABP4 with reduced cell proliferation. Therefore, our results indicate that the analysis of these biomarkers can improve risk stratification, prognosis, and the personalization of therapies, including immunotherapies, for BC patients. The identification of specific immune and inflammatory response profiles can guide the development of more effective and individualized therapeutic strategies, providing better clinical outcomes
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Implicações clínicas da resposta imunológica e pontos de checagem no câncer de bexiga : potenciais biomarcadores clínicos
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