Ciclicidade de peso corporal está associada ao fenótipo de obesidade metabolicamente não saudável e à menor ativação do tecido adiposo marrom em mulheres
Laura Ramos Gonçalves
TCC
Português
TCC/UNICAMP G586c
Limeira, SP : [s.n.], 2023.
1 recurso on-line (41 p.) : il., digital, arquivo PDF.
Orientadoras: Ana Carolina Junqueira Vasques, Isabela Solar
Trabalho de Conclusão de Curso (graduação) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciências Aplicadas
Resumo: A prevalência de obesidade é um fator contraditório quando se observa os números crescentes de pessoas praticantes de dietas. Tal fato pode ser melhor compreendido considerando o conceito de ciclicidade de peso corporal, que consiste na perda intencional e recuperação não intencional do...
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Resumo: A prevalência de obesidade é um fator contraditório quando se observa os números crescentes de pessoas praticantes de dietas. Tal fato pode ser melhor compreendido considerando o conceito de ciclicidade de peso corporal, que consiste na perda intencional e recuperação não intencional do peso. É consenso entre a comunidade científica que pessoas com maior histórico de ciclicidade apresentam associação com pior composição corporal e maior adiposidade, sugerindo que a ciclicidade seria um fator de risco importante para a saúde cardiometabólica. No entanto, apesar de se tratar de uma doença heterogênea, até o momento este fenômeno foi pouco associado com os fenótipos metabólicos da obesidade (obesidade metabolicamente saudável ou metabolicamente não saudável). A ciclicidade de peso corporal gera alterações na homeostase energética e, por conta disso, torna-se interessante investigar os agentes deste processo, como o tecido adiposo marrom (BAT), que realiza a termogênese independente de calor consumindo substratos energéticos, apresentando-se como um possível alvo terapêutico no manejo da obesidade. Neste sentido, o objetivo deste trabalho foi investigar a associação entre o grau de ciclicidade de peso corporal, os fenótipos metabólicos da obesidade a ativação do BAT em mulheres. Foi conduzido um estudo com delineamento transversal, com amostra de conveniência composta por 140 mulheres em fase de menacme, entre 18 e 45 anos e IMC ? 18 kg/m², que foram avaliadas e classificadas entre os grupos: cicladoras graves de peso corporal, cicladoras intermediárias ou não cicladoras, e entre os fenótipos: obesidade metabolicamente saudável e não saudável, ou eutrofia metabolicamente saudável. A ativação do BAT foi avaliada por câmara de termografia infravermelha. Foram realizadas avaliações da adiposidade corporal por métodos antropométricos (como circunferência de cintura e diâmetro abdominal sagital) e de composição corporal por densitometria de dupla emissão com fonte de raio-X (DXA), considerando: % de gordura corporal, gordura androide e ginoide, gordura visceral e índices de massa magra apendicular e de massa gorda. Foram avaliados parâmetros bioquímicos relativos ao perfil glicêmico (hemoglobina glicada, insulinemia, glicemia de jejum e HOMA-IR) e lipídico (HDL-colesterol, LDL-colesterol, triglicerídeos e colesterol total) e proteína C reativa. Os cicladores graves apresentaram associação com o fenótipo de obesidade metabolicamente não saudável (p<0,001), menor ativação do tecido adiposo marrom (p<0,001), maior adiposidade corporal (gordura corporal total (p<0,001), gordura androide (p<0,001), ginoide (p<0,001) e tecido adiposo visceral (p<0,001)) e pior saúde cardiometabólica (maior glicemia, (p=0,001), hemoglobina glicada (p=0,004), insulinemia (p=0,002), HOMA-IR (p=0,001), colesterol HDL e LDL (p=0,02, para ambos) e triglicerídeos (0,009)). Dessa forma, a investigação da ciclicidade de peso corporal mostrou-se um fator importante, que poderia ser levado em conta no manejo terapêutico da obesidade, principalmente no fenótipo de obesidade metabolicamente não saudável, uma vez que os cicladores graves mostraram-se mais associados a ele e à menor participação do tecido adiposo marrom na homeostase energética, devido à sua menor ativação, além de também apresentarem pior saúde cardiometabólica
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Abstract: The prevalence of obesity is a contradictory factor given the growing numbers of people on diets. This fact can be better understood considering the concept of body weight cycling, which consists in the intentional loss and unintentional recovery of weight. The scientific community agrees...
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Abstract: The prevalence of obesity is a contradictory factor given the growing numbers of people on diets. This fact can be better understood considering the concept of body weight cycling, which consists in the intentional loss and unintentional recovery of weight. The scientific community agrees that people with a greater history of cycling are associated with poorer body composition and greater adiposity, suggesting that cycling is an important risk factor for cardiometabolic health. However, despite the fact that this is a heterogeneous disease, so far this phenomenon has been rarely associated with the metabolic phenotypes of obesity (metabolically healthy or metabolically unhealthy obesity). The body weight cycling causes alterations in energy homeostasis and therefore it is interesting to investigate the agents of this process, such as brown adipose tissue (BAT), which performs heat-independent thermogenesis by consuming energy substrates, presenting itself as a possible therapeutic target in the management of obesity. The aim of this study was to investigate the association between the level of body weight cycling, obesity metabolic phenotypes and BAT activation in women. A cross-sectional study was conducted with a convenience sample of 140 menopausal women aged between 18 and 45 with a BMI = 18 kg/m², who were assessed and classified into the following groups: severe body weight cyclers, intermediate cyclers or non-cyclers, and into the following phenotypes: metabolically healthy obesity, metabolically unhealthy obesity or metabolically healthy eutrophy. BAT activation was assessed using an infrared thermography camera. Body adiposity was assessed using anthropometric methods (such as waist circumference and sagittal abdominal diameter) and body composition using dual-emission X-ray densitometry (DXA), considering: % body fat, android and gynoid fat, visceral fat and appendicular lean mass and fat mass indices. Biochemical parameters relative to the glycemic profile (glycated hemoglobin, insulinemia and fasting glycemia and HOMAIR), lipids (HDL-cholesterol, LDL-cholesterol, triglycerides and total cholesterol) and Creactive protein were evaluated. Severe cyclers showed an association with the metabolically unhealthy obesity phenotype (p<0.001), lower activation of brown 10adipose tissue (p<0.001), higher body adiposity (total body fat (p<0.001), android fat (p<0.001), gynoid fat (p<0.001 and visceral adipose tissue (p<0.001)) and worse cardiometabolic health (higher glycemia (p=0.001), glycated hemoglobin (p=0.004), insulinemia (p=0.002), HOMA-IR (p=0.001), HDL and LDL cholesterol (p=0.02 for both), triglycerides (0.009)). Thus, the investigation of body weight cycling showed to be an important factor that could be taken into account in the therapeutic management of obesity, especially in the metabolically unhealthy obesity phenotype, since severe cyclers were more associated with it and with a smaller participation of brown adipose tissue in energy homeostasis, due to its lower activation, as well as having worse cardiometabolic health
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Ciclicidade de peso corporal está associada ao fenótipo de obesidade metabolicamente não saudável e à menor ativação do tecido adiposo marrom em mulheres
Laura Ramos Gonçalves
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