Avaliação da ingestão e grau de informação sobre polifenóis entre mulheres diabéticas e relação com dados clínicos
Taila Martins Cardoso
DISSERTAÇÃO
Português
T/UNICAMP C179a
[Evaluation of intake and degree of information abou polyphenols amog diabetic womwn and relationshio with clinical data]
Campinas, SP : [s.n.], 2024.
1 recurso online (84 p.) : il., digital, arquivo PDF.
Orientador: Gabriela Alves Macedo
Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Faculdade de Engenharia de Alimentos
Resumo: A alimentação é um dos fatores determinantes na prevenção e controle do diabetes tipo 2. Além dos macronutrientes, pesquisas têm relacionado os compostos fenólicos presentes na dieta a um menor risco de desenvolvimento da doença. O objetivo foi avaliar a ingestão de compostos fenólicos,...
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Resumo: A alimentação é um dos fatores determinantes na prevenção e controle do diabetes tipo 2. Além dos macronutrientes, pesquisas têm relacionado os compostos fenólicos presentes na dieta a um menor risco de desenvolvimento da doença. O objetivo foi avaliar a ingestão de compostos fenólicos, assim como o conhecimento sobre estes, por mulheres diagnosticadas com diabetes em Conchal-SP. Para isso foi utilizado um questionário estruturado, contendo informações de identificação, saúde e diabetes, hábitos de vida e conhecimento sobre fenólicos e a coleta de dados foi realizada em domicílio. Também foram aferidos peso, altura e Circunferência da Cintura (CC) e realizado cálculo do índice de massa corporal (IMC). O resultado dos exames de glicemia de jejum e hemoglobina glicada foram coletados do prontuário físico e/ou eletrônico. O consumo alimentar foi avaliado por meio do recordatório alimentar de 24 horas (REC24) de três dias não consecutivos. As receitas foram desmembradas em ingredientes utilizando o "Banco de dados para a estimativa do consumo de alimentos pela população brasileira" e os alimentos foram convertidos para grama e mililitro. Para estimar a ingestão diária de polifenóis foi utilizado a linguagem de programação Python e o banco de dados Phenol-Explorer. A amostragem foi não probabilística, com os resultados expostos por estatística descritiva e analítica, através de correlação de Spearman e teste de Mann-Whitney. Os dados foram digitados no software LibreOffice Calc e analisados utilizando o programa Jamovi. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Unicamp (parecer número 5.812.111). No total, 50 mulheres participaram da pesquisa. Destas, 34% relataram ter diabetes há menos de 5 anos, 88% tinham outras condições de saúde associados, 48% já haviam consultado um nutricionista ao menos uma vez e 4% já ouviram falar em compostos fenólicos. Em relação à antropometria, 53,1% (n=26) eram obesas e 96% (n=48) apresentaram algum risco de desenvolvimento de doença cardiovascular de acordo com a CC. Os exames bioquímicos apontaram que 35% apresentaram glicemia de jejum inferior a 130 mg/dL e 42,5% apresentaram hemoglobina glicada inferior a 7%. O consumo de frutas e hortaliças esteve abaixo do estipulado pela OMS, resultando em uma ingestão diária de polifenóis de 149 mg, oriundos principalmente do café, farinha branca, maçã, arroz branco e laranja. Apesar de não encontrar uma relação entre a ingestão de fenólicos e dados antropométricos, foi possível relacionar com os parâmetros bioquímicos, onde as mulheres com glicemia controlada tiveram uma maior ingestão de CF (p=0,025). O café, bebido em sua maioria adoçado, esteve associado ao maior aporte de fenólicos (p<0,001), já o açúcar foi um viés de confundimento, associado ao consumo de polifenóis (p=0,008). Os fatores limitantes da pesquisa foram a ingestão alimentar autorrelatada, a ausência de alimentos no Phenol-Explorer e a dificuldade na padronização de receitas. Pode se concluir que os fenólicos interferiram na glicemia, mas ainda é necessário o controle de peso e outras comorbidades, bem como o incentivo a mudanças no estilo de vida e a garantia do acesso a alimentos saudáveis
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Abstract: Diet is one of the determining factors in the prevention and control of type 2 diabetes. In addition to macronutrients, research links phenolic compounds present in the diet to a lower risk of developing the disease. The objective was to evaluate the intake of phenolic compounds, as well...
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Abstract: Diet is one of the determining factors in the prevention and control of type 2 diabetes. In addition to macronutrients, research links phenolic compounds present in the diet to a lower risk of developing the disease. The objective was to evaluate the intake of phenolic compounds, as well as the degree of knowledge about them, by women diagnosed with diabetes in Conchal-SP. For this, a structured questionnaire was used, containing identification information, health and diabetes, lifestyle habits and knowledge about phenolics, and data collection was carried out at home. Weight, Height and Waist Circumference (CC) were also measured, and the body mass index (IMC) was calculated. The results of the fasting blood glucose and glycated hemoglobin tests were collected from the physical and/or electronic medical records. Food consumption was assessed using the 24-hour dietary recall (24HR) of three non-consecutive days. Recipes were broken down into ingredients using the ‘Database for estimating food consumption by the Brazilian population’, and the foods were converted to grams and milliliters. To estimate the daily intake of polyphenols, the Python programming language and the Phenol-Explorer database were used. The sampling was non-probabilistic, with results presented using descriptive and analytical statistics, including Spearman correlation and the Mann-Whitney test. The data were entered into LibreOffice Calc software and analyzed using the Jamovi program. The project was approved by the Unicamp Research Ethics Committee (CEP) (opinion number 5,812,111). In total, 50 women participated in the research. Of these, 34% said they had diabetes for less than 5 years, 88% had other associated health conditions, 48% had already consulted a nutritionist at least once and 4% had heard of phenolic compounds. Regarding anthropometry, 53.1% (n=26) were obese and 96% (n=48) had some risk of developing cardiovascular disease according to the WC. Biochemical tests showed that 35% had fasting blood glucose levels below 130 mg/dL and 42.5% had glycated hemoglobin levels below 7%. The consumption of fruits and vegetables was below that stipulated by the WHO, resulting in a daily polyphenol intake of 149 mg, coming mainly from coffee, white flour, apples, white rice and oranges. Despite not finding a relationship between phenolic intake and anthropometric data, it was possible to report it to biochemical changes, where women with controlled glycemia had a higher CF intake (p=0.025). Coffee, drunk mostly sweetened, was associated with a higher intake of phenolics (p<0.001), whereas sugar was a confounding bias, associated with the consumption of polyphenols (p=0.008). The limiting factors of the research were self-reported dietary intake, the absence of foods in the Phenol-Explorer and the difficulty in standardizing recipes. It can be concluded that phenolics interfere with glycemia, but weight control and other comorbidities are still necessary, as well as encouraging lifestyle changes and ensuring access to healthy foods
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