O esculpir da mulher brasileira : violência, submissão e resistência
Ana Elisa Spaolonzi Queiroz Assis, Rodrigo Pereira de Figueiredo
ARTIGO
Português
[Brazilian women sculpting]
Resumo: Este artigo aborda os processos de socialização das mulheres que habitavam o Brasil até o início do constitucionalismo republicano, à vista da relevância que têm para a história da (in)subordinação feminina. A partir das estruturas e dos órgãos sociais que ditavam o modelo de vida social nos...
Ver mais
Resumo: Este artigo aborda os processos de socialização das mulheres que habitavam o Brasil até o início do constitucionalismo republicano, à vista da relevância que têm para a história da (in)subordinação feminina. A partir das estruturas e dos órgãos sociais que ditavam o modelo de vida social nos primeiros séculos vividos em terras brasileiras que se questiona a aparente passividade feminina frente a violência institucionalizada sofrida pelo gênero. Embora a maioria dos relatos descrevam a mulher como hipossuficiente, essa subordinação institucionalizada por diversos órgãos sociais não ocorreu de forma pacífica e amena: sempre houve relutância feminina, inclusive no Brasil. Seguindo o raciocínio e em sintonia com a diversidade cultural e racial que modelou a sociedade brasileira, por uma revisão de literatura, este artigo vincula história, sociologia e estudo jurídico para dar compreensão no tempo e no espaço dos papeis sociais e os direitos conferidos à mulher no Brasil desde o período colonial, demostrando como as organizações sociais modelaram a imagem das mulheres e como foram os processos de insurreição por elas militados a fim de afastar a superioridade masculina. Evidenciou-se que, tanto no Brasil Colônia quanto no Brasil Império, a cultura patriarcal foi sedimentada como resultado de longos períodos de não-socialização e de socialização restrita da mulher. Hodiernamente ainda se identificam imagens de mulheres subordinadas como resultados históricos desses processos. O artigo contesta a penumbra de consciência de gênero quase apagada na história do Brasil pelo resplendor simbólico e político do poder masculino, demonstrando merecer evidência vultosa
Ver menos
Abstract: This article addresses the socialization processes of women who inhabited Brazil until the beginning of republican constitutionalism, in view of the relevance they have to the history of female (in)subordination. From the social structures and bodies that dictated the model of social life...
Ver mais
Abstract: This article addresses the socialization processes of women who inhabited Brazil until the beginning of republican constitutionalism, in view of the relevance they have to the history of female (in)subordination. From the social structures and bodies that dictated the model of social life in the first centuries lived in Brazilian lands, the apparent female passivity facing institutionalized violence suffered by gender, is questioned. Although the majority of reports describe women as being hyposufficient, this subordination institutionalized by several social bodies did not occur in a peaceful and mild way: there was always female reluctance, including in Brazil. In line with cultural and racial diversity that has shaped Brazilian society, through a literature review, this article links history, sociology and legal study to give an understanding in time and space of social roles and the rights conferred on women in Brazil since the colonial period, demonstrating how social organizations shaped the image of women and how were the insurrection processes militated by them in order to remove male superiority. It became evident that, both in Colony Brazil and in Empire Brazil, patriarchal culture was consolidated as a result of long periods of non-socialization and restricted socialization of women. Today, images of subordinate women are still identified as historical results of these processes. The article contests the dimness of gender awareness almost erased in Brazilian history by the symbolic and political radiance of male power, demonstrating that it deserves considerable evidence
Ver menos
Aberto
O esculpir da mulher brasileira : violência, submissão e resistência
Ana Elisa Spaolonzi Queiroz Assis, Rodrigo Pereira de Figueiredo
O esculpir da mulher brasileira : violência, submissão e resistência
Ana Elisa Spaolonzi Queiroz Assis, Rodrigo Pereira de Figueiredo
Fontes
|
Revista do Instituto de Direito Constitucional e Cidadania (Fonte avulsa) |