Avaliação do comportamento de cronificação da dor muscular em diferentes fases do ciclo estral de camundongos fêmeas
Hayla Lourenço Rodrigues
DISSERTAÇÃO
Português
T/UNICAMP R618a
[Evaluation of chronification behavior of muscle pain in different phases of the estrous cycle of female mice]
Limeira, SP : [s.n.], 2021.
1 recurso online (56 p.) : il., digital, arquivo PDF.
Orientador: Maria Cláudia Gonçalves de Oliveira Fusaro
Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciências Aplicadas
Resumo: Estudos demonstraram maior prevalência e intolerância aos estímulos dolorosos em mulheres e que esse dimorfismo sexual é modulado pelos hormônios gonadais. Os benefícios da prática de exercícios físicos regulares para a prevenção e redução de quadros álgicos já são conhecidos, porém, pouco...
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Resumo: Estudos demonstraram maior prevalência e intolerância aos estímulos dolorosos em mulheres e que esse dimorfismo sexual é modulado pelos hormônios gonadais. Os benefícios da prática de exercícios físicos regulares para a prevenção e redução de quadros álgicos já são conhecidos, porém, pouco se sabe sobre a influência dos hormônios gonadais nesse processo. Portanto, o objetivo deste estudo foi investigar se o ciclo estral modula a dor muscular aguda e persistente em camundongos fêmeas e sua prevenção por meio de exercícios físicos regulares. Metodologia: Para este estudo foram utilizados camundongos Swiss Fêmeas e machos obtidos do CEMIB-UNICAMP. Os experimentos foram aprovados pelo Comissão de Ética em Pesquisa Animal da Universidade Estadual de Campinas (5234-1/2019). Um modelo animal de transição de dor muscular aguda em persistente foi utilizado. Para isso, foi injetado carragenina (Cg) no músculo gastrocnêmio direito, promovendo uma sensibilidade prévia. Após um intervalo de 10 dias, foi realizada nova injeção de Prostaglandina E2 (PGE2) no mesmo local, verificando-se a cronificação através dos limiares mecânico nociceptivos do músculo, quantificado pelo analgesímetro RandallSelitto antes e após as injeções. Para avaliar a participação do ciclo estral neste modelo, realizamos a técnica de lavado vaginal antes e após as injeções e do exercício físico. Para avaliar o efeito preventivo do exercício físico, os animais foram submetidos à natação antes da injeção de carragenina. Resultados: Quando a Cg foiinjetada em proestro, a hiperalgesia muscular aguda foi maior nas fêmeas do que nosmachos (p 0,05, ANOVA, teste de Tukey).Considerando a hiperalgesia muscular persistente, as fêmeas que estavam na fase de estro no momento da injeção de Cg apresentaram hiperalgesia semelhante a machos (p> 0,05, ANOVA, teste de Tukey), enquanto as fêmeas nas demais fases apresentaram menor hiperalgesia do que os machos (p 0,05, ANOVA Two Way, pós- teste de Tukey). O exercício físico por natação evitou a cronificação da hiperalgesia muscular de forma semelhante em camundongos machos e fêmeas em todo o ciclo estral (p> 0,05, ANOVA, teste de Tukey). Conclusão: Resultados demonstraram queo ciclo estral modula a hiperalgesia muscular aguda e persistente, sendo maisimportante para o desenvolvimento do que para a manutenção da hiperalgesia muscular persistente. O exercício físico é eficiente em prevenir a hiperalgesia muscular em camundongos fêmeas, mas não foi influenciada pelo ciclo estral
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Abstract: Introduction: Studies show greater prevalence and intolerance to painful stimuli in women and this sexual dimorphism is modulated by gonadal hormones. The benefit from regular physical exercise to prevent and/or reduce painful conditions is known, but so little is known about the influence...
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Abstract: Introduction: Studies show greater prevalence and intolerance to painful stimuli in women and this sexual dimorphism is modulated by gonadal hormones. The benefit from regular physical exercise to prevent and/or reduce painful conditions is known, but so little is known about the influence of the gonadal hormones in the process. Therefore, the aim of this study was to investigate if the acute and persistent muscle hyperalgesia is modulated by estrous cycle in female mice and its prevention by regular physical exercise. Methodology: Swiss female mice (60 days old) obtained from CEMIB-UNICAMP were used for this study. All experiments were approved by the Animal Research Ethics Committee of Campinas State University (5234- 1/2019). An animal model of transition from acute to persistent muscle hyperalgesia was used. To this end, carrageenan (Cg) was injected into the right gastrocnemius muscle. After an interval of 10 days, an injection of prostaglandin E2 (PGE2) was performed at the same site. The mechanical muscle nociceptive thresholds was analyzed by the Randall Selitto analgesimeter before and after the injections. To evaluate the participation of the estrous cycle in this model, we performed the technique of vaginal washing before and after the injections and physical exercise. To evaluate the preventive effect of physical exercise, the animals were submitted to swimming before the injection of carrageenan. Results: When Cg was injected into proestrus, acute muscle hyperalgesia was greaterin females than in males (p < 0.05, ANOVA, Tukey test). In metestrus, Cg induced muscle hyperalgesia in females similarly to male mice (p> 0.05, ANOVA, Tukey test). Considering persistent muscle hyperalgesia, females who were in the estrus phase at the time of Cg injection showedhyperalgesia similar to males (p> 0.05, ANOVA, Tukey test), while females in the otherphases had less hyperalgesia than males (p< 0.05, ANOVA, Tukey test). Comparing the responses among female mice, our results showed that in proestrus, Cg induced greater acute muscle hyperalgesia compared to other phases (p< 0.05, Two Way ANOVA, Tukey post-test). In the estrus phase, Cg induced greater persistent muscle hyperalgesia compared to the other phases (p< 0.05, Two Way ANOVA, Tukeypost-test). When we analyzed the estrous phase in females previously sensitized by Cg, PGE2 induced similar persistent muscle hyperalgesia (p> 0.05, Two Way ANOVA,Tukey post-test). Physical exercise by swimming similarly prevented the chronification of muscle hyperalgesia in male and female mice throughout the estrous cycle (p> 0.05,ANOVA, Tukey test). Conclusion: Results showed that the estrous cycle modulates acute and persistent muscle hyperalgesia, which is more important for the development of persistent muscle hyperalgesia than for its maintenance. Physical exercise is efficient in preventing muscular hyperalgesia in female mice, but it was not influenced by the estrous cycle
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Aberto
Oliveira, Maria Cláudia Gonçalves de, 1979-
Orientador
Esteves, Andrea Maculano, 1976-
Avaliador
Matheus, Carolina Nascimben, 1980-
Avaliador
Avaliação do comportamento de cronificação da dor muscular em diferentes fases do ciclo estral de camundongos fêmeas
Hayla Lourenço Rodrigues
Avaliação do comportamento de cronificação da dor muscular em diferentes fases do ciclo estral de camundongos fêmeas
Hayla Lourenço Rodrigues