Iabá em mim, identidades, afetividade e fluir : cosmopercepções de uma performance gira-mundo
Adriana Gabriela Santos Teixeira
TESE
Português
T/UNICAMP T235i
[Iabá in me, identities, afectivity and flow]
Campinas, SP : [s.n.], 2024.
1 recurso online (353 p.) : il., digital, arquivo PDF.
Orientador: Gina Maria Monge Aguilar
Tese (doutorado) - Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Instituto de Artes
Resumo: Este trabalho é raiz, flor e fruto da jornada da autora em sua relação com as Iabás, vivenciada através de viagens, andanças, danças, encontros e desencontros, em meu território íntimo e interior, meu universo poético, corpo-expandido, emoções, psique e transcendências, e no território...
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Resumo: Este trabalho é raiz, flor e fruto da jornada da autora em sua relação com as Iabás, vivenciada através de viagens, andanças, danças, encontros e desencontros, em meu território íntimo e interior, meu universo poético, corpo-expandido, emoções, psique e transcendências, e no território físico exterior-mundo, em ramagem com estudos do Feminismo Negro. Centrei o olhar na performance cênica ritual afro-feminina, como prática de descolonização, buscando manter o corpo aberto à reflexão, à operação de mudanças e à criação de uma interlocução com a ressignificação simbólica e corporificada de subjetividades, tecendo pontes para a compreensão das interseccionalidades de marcadores sociais, através da sistematização corporificada de narrativas, saberes situados e revisitados da cosmogonia das mães ancestrais africanas, através de oralituras e escrevivências. Conectada à Prática como Pesquisa e ao processo criativo de encenação, desenvolvi ainda, práticas, experimentações e intervenções através da "Gira para as Iabás", Orixás femininas, que referendam as mães ancestrais. Concebendo a celebração destas forças femininas como um escopo em que é possível perceber lugares e qualidades de presença possíveis em uma performance cênica ritual, dando assim desenvolvimento ao estudo desta linguagem e as poéticas aí latentes em diversos contextos. Localizo a própria caminhada da pesquisa como performance- ritual de memória, tecida por encontros afrodiaspóricos. Nestes trajetos compartilhei e recebi saberes e corposvitais através das Giras, prática central da pesquisa, compreendendo-me como corpo-iabá, corpo-terreiro, em uma Gira-mundo, corpo celebrativo que nos encontros do ir e vir, do girar e do se abrir, se recorda, se faz e refaz, no espaço-tempo mundo, angariando sensorialidades, afetividades, materialidades, e inspirações que remontam a vida: travessia encorpada por saberes ancestrais
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Abstract: This work is the root, flower and fruit of the author's journey in her relationship with the Iabás, experienced through travel, wanderings, dances, meetings and disagreements, in my intimate and interior territory, my poetic universe, expanded body, emotions, psyche and transcendences, and...
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Abstract: This work is the root, flower and fruit of the author's journey in her relationship with the Iabás, experienced through travel, wanderings, dances, meetings and disagreements, in my intimate and interior territory, my poetic universe, expanded body, emotions, psyche and transcendences, and in the physical territory outside, the world, in conjunction with studies of Black Feminism. I focused my attention on Afro-feminine ritual scenic performance, as a practice of decolonization, seeking to keep the body open to reflection, the operation of changes and the creation of a dialogue with the symbolic and embodied resignification of subjectivities, weaving bridges for the understanding of intersectionalities of social markers, through the embodied systematization of narratives, situated and revisited knowledge of the cosmogony of African mothers, through "oralituras" e "esrevivencias" written by embodied knowledge experiences. Connected to Practice as Research and the creative process of staging, I also developed practices, experiments and interventions through the "Gira para as Iabás", female Orixás, which refer to ancestral mothers. Conceiving the meeting of these feminine forces as a scope in which it is possible to perceive possible places and qualities of presence in a ritual scenic performance, thus providing development for the study of this language and the poetics latent therein in different contexts. I locate the research journey itself as a performance-ritual of memory, woven by Afrodiasporic encounters. On these paths, I shared and received knowledge and vital bodies through the Giras, a central practice of the research, understanding myself as an iabá-body, a terreiro-body, in a Gira-mundo (Spin-world), a celebratory body that in the encounters of coming and going, of spining and opening, remembering, is made and remade, in the space and time, world, gathering sensorialities, affections, materialities, and inspirations that go back to life: a full-bodied journey through ancestral knowledge. Keywords: Spin-world, Dance, Afrofeminine Performances, Corpo-Iabá. Black Feminism, Giras, CAP (Creative Articulations Process)
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Aberto
Monge Aguilar, Gina Maria, 1977-
Orientador
Silva, Adriana Moreira
Avaliador
Conceição, Osvanilton de Jesus
Avaliador
Turtelli, Larissa Sato, 1973-
Avaliador
Teixeira, Paula Caruso, 1970-
Avaliador
Iabá em mim, identidades, afetividade e fluir : cosmopercepções de uma performance gira-mundo
Adriana Gabriela Santos Teixeira
Iabá em mim, identidades, afetividade e fluir : cosmopercepções de uma performance gira-mundo
Adriana Gabriela Santos Teixeira