Avaliação da recuperação do reflexo de blink em pacientes com disfonia espasmódica = Evaluation of blink recovery in patients with spasmodic dysphonia
Erica Cristina Campos e Santos
DISSERTAÇÃO
Português
T/UNICAMP Sa59a
[Evaluation of blink recovery in patients with spasmodic dysphonia]
Campinas, SP : [s.n.], 2023.
1 recurso online (94 p.) : il., digital, arquivo PDF.
Orientador: Agrício Nubiato Crespo
Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciências Médicas
Resumo: Introdução: A disfonia espasmódica (DE) é uma distonia tarefa-dependente desencadeada pela fonação. A condição é caracterizada por quebras sonoras irregulares e incontroláveis na voz que interrompem a fluidez da fala. Atualmente o diagnóstico é feito por identificação de características...
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Resumo: Introdução: A disfonia espasmódica (DE) é uma distonia tarefa-dependente desencadeada pela fonação. A condição é caracterizada por quebras sonoras irregulares e incontroláveis na voz que interrompem a fluidez da fala. Atualmente o diagnóstico é feito por identificação de características vocais e achados inespecíficos no exame de nasofibrolaringoscopia. O reflexo de blink (RB) é uma medida de excitabilidade das sinapses do tronco cerebral registrada pela da curva de recuperação do reflexo. Estudos anteriores já demonstraram curva de recuperação precoce em desordens de movimento. Poucos trabalhos avaliam o RB em pacientes com DE. A presente dissertação foi realizada segundo as normas do curso de pós-graduação da FCM/Unicamp. Foram apresentados e discutidos dois artigos: Artigo 1: "Aplicabilidade do reflexo de blink no diagnóstico de pacientes com disfonia espasmódica: Revisão sistemática" e Artigo 2: "Avaliação da recuperação do reflexo de blink em pacientes com disfonia espasmódica". Artigo 01: Objetivo: Revisão sistemática para responder à pergunta: A avaliação da curva de recuperação do RB pode ser utilizada como exame complementar no diagnóstico de pacientes com DE? Método: Foram pesquisados estudos nas bases de dados utilizando descritores específicos e seus sinônimos. A revisão sistemática foi realizada de acordo com as recomendações do Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyzes (PRISMA). O processo de seleção das referências foi realizado por dois avaliadores independentes utilizando critérios de inclusão e exclusão previamente estabelecidos. Opiniões divergentes quanto a de inclusão ou exclusão de estudos foram submetidas a um terceiro avaliador independente. Resultado: Foram identificados 57 títulos nas bases de dados e quatro, que atenderam aos critérios pré-estabelecidos, foram selecionados. Discussão: A avaliação da curva de recuperação do RB é consagrada na literatura para diagnóstico de doenças distônicas da cabeça e pescoço com etiologia na excitabilidade do tronco cerebral. Porém, sua aplicabilidade diagnóstica para DE ainda é pouco estudada na literatura. As conclusões e observações realizadas a partir desta revisão são limitadas devido ao pequeno número de publicações disponíveis. Conclusão: Não de pode concluir com a literatura disponível se o uso da curva de recuperação do RB pode ser útil nos pacientes com DE. Artigo 02: Objetivo: Determinar o índice de recuperação do RB em pacientes com DE. Como objetivo secundário, serão avaliados dor e desconforto apresentados pelos pacientes para realização do exame.?Método: Foram selecionados 10 pacientes com diagnóstico de DE. Esses pacientes foram submetidos a eletroneuromiografia de contato dos músculos palpebrais e foi traçada a curva de recuperação do RB. Esses resultados foram comparados com controles saudáveis. Os pacientes graduaram dor e desconforto em escala visual analógica (EVA) variando de 0 a 10. Resultado: A idade média do grupo foi 65,2 anos com idades variando de 47 a 84 anos de idade. A média de dor foi graduada em 2,4 e o desconforto em 4,3. A área abaixo da curva (AUC) média e o índice de recuperação do RB foram avaliados comparando-se pacientes e controles com valor de p=0,009 e p=0,035 respectivamente. Discussão: A DE é um desafio diagnóstico e causa grande impacto na qualidade de vida dos pacientes. A maior parte da amostra de pacientes é do sexo feminino, dado alinhado com a literatura. A dor foi graduada em 2,4, valor considerado leve pela EVA. O desconforto médio relatado pelos pacientes foi de 4,3, considerado moderado pela literatura. Foi encontrada diferença estatisticamente significativa entre os grupos controle e doença tanto para o índice de recuperação do RB (p=0,035) quanto para a AUC (p=0,009). Este achado revela maior excitabilidade no grupo controle, resultado inesperado, considerando que, em outros estudos, a hiperexcitabilidade ocorreu no grupo composto por pelas doenças distônicas. Conclusão: Quando comparados com controles saudáveis, de idade semelhante, os pacientes com DE apresentam menor excitabilidade. Dor e desconforto foram classificados como leve e moderado, tornando o exame bem tolerado
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Abstract: Introduction: Spasmodic dysphonia (SD) is a task-dependent dystonia triggered by phonation. The condition is characterized by irregular, uncontrollable breaks in the voice that interrupted speech flow. Currently, the diagnosis is made by identifying vocal characteristics and nonspecific...
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Abstract: Introduction: Spasmodic dysphonia (SD) is a task-dependent dystonia triggered by phonation. The condition is characterized by irregular, uncontrollable breaks in the voice that interrupted speech flow. Currently, the diagnosis is made by identifying vocal characteristics and nonspecific findings in nasofibrolaryngoscopy. The blink reflex (BR) is a measure of the excitability of brainstem synapses recorded by the reflex recovery curve. Previous studies have already demonstrated an early recovery curve in movement disorders. Few works evaluate the BR in patients with SD. The present dissertation was carried out according to the norms of the postgraduate course at FCM/Unicamp. Two articles were presented and discussed: Article 1: "Applicability of the blink reflex in the diagnosis of patients with spasmodic dysphonia: Systematic review" and Article 2: "Evaluation of the recovery of the blink reflex in patients with spasmodic dysphonia". Article 01: Objective: Systematic review to answer the question: Does the assessment of the BR recovery curve have the potential to be used as a diagnostic test for patients with SD ? Method: Studies were searched in the MEDLINE (OVID)/ Pubmed , BVS- Bireme , Ebscohost , Scopus , Web of Science, Embase, Proquest and Google Scholar using specific descriptors and their synonyms according to Medical Subject Headings (MeSH) and Embase Subject Headings (Emtree). The systematic review was carried out in accordance with the Preferred reporting Items for Systematic Reviews and Meta- Analysers (PRISMA) . The reference selection process was carried out by two independent evaluators using inclusion and exclusion criteria previously established by the authors. Differing opinions regarding the inclusion or exclusion of studies were submitted to the evaluation of a third independent evaluator. Result: 57 titles were identified in the databases and four, which met the pre-established criteria, were selected. Discussion: The evaluation of the BR recovery curve is established in the literature for the diagnosis of dystonic diseases of the head and neck with etiology in brainstem excitability such as blepharospasm, hemifacial spasms and lip tremors. However, its diagnostic applicability for SD is still poorly studied in the literature. The conclusions and observations made from this review may be limited due to the small number of publications available on the subject. Conclusion: It cannot be concluded from the available literature whether the use of the BR recovery curve can be useful in patients with SD. Article 02: Objective: Experimental study. To determine the BR recovery rate in patients with SD. As a secondary objective, pain and discomfort presented by patients during the examination will be evaluated.?Method: Ten patients diagnosed with SD were selected. These patients underwent contact electroneuromyography of the palpebral muscles and the BR recovery curve was traced. These results were compared with healthy controls. Patients graded pain and discomfort on a visual analogue scale (VAS) ranging from 0 to 10. Result: The mean age of the group was 65.2 years old, with ages ranging from 47 to 84 years old. Pain was graded at 2.4 and discomfort at 4.3 on average. Mean area under the curve (AUC) and BR recovery index were evaluated by comparing patients and controls with p-values=0.009 and p=0.035 respectively. Discussion: SD is a diagnostic challenge and has a major impact on patients' quality of life. Most of the sample of patients are female, data in line with the literature. Pain was graded at 2.4, a value considered mild by the VAS. The average discomfort reported by patients was 4.3, considered moderate by the literature. A statistically significant difference was found between the control and disease groups both for the BR recovery index (p=0.035) and for the AUC (p=0.009), showing greater excitability in the control group, an unexpected result considering previous findings of hyperexcitability for other dystonic disorders such as blepharospasm. Conclusion: When compared with age-matched healthy controls, patients with SD have lower excitability. Pain and discomfort were classified as mild and moderate, making the exam well tolerated.
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Avaliação da recuperação do reflexo de blink em pacientes com disfonia espasmódica = Evaluation of blink recovery in patients with spasmodic dysphonia
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