Donnellan, nomes millianos e o contingente a priori
Filipe Martone
ARTIGO
Português
[Donnellan, millian names and the contingent a priori]
Neste artigo, primeiramente, apresento tese de Kripke sobre a possibilidade de se adquirir conhecimento de verdades contingentes a priori e a crítica de Keith Donnellan a essa tese. Depois, exploro a distinção que Donnellan faz entre (a) saber que uma sentença é verdadeira e (b) conhecer a verdade...
Ver mais
Neste artigo, primeiramente, apresento tese de Kripke sobre a possibilidade de se adquirir conhecimento de verdades contingentes a priori e a crítica de Keith Donnellan a essa tese. Depois, exploro a distinção que Donnellan faz entre (a) saber que uma sentença é verdadeira e (b) conhecer a verdade que essa sentença expressa. Argumento que essa distinção não é relevante apenas no contexto de sua crítica ao contingente a priori, mas sim para nossa prática com nomes próprios de modo geral. Tento mostrar que conhecer o significado de nomes próprios não se resume à nossa competência linguística com eles, mas depende de termos acquaintance com seus portadores. Se isso é verdadeiro, então a tese do contingente a priori, tal como formulada por Kripke, não pode estar correta
Ver menos
In this paper I first present Kripke's thesis regarding the possibility of acquiring a priori knowledge of contingent truths and Keith Donnellan's criticism of this thesis. Second, I explore a distinction that Donnellan makes between (a) knowing that a sentence expresses a truth and (b) knowing what...
Ver mais
In this paper I first present Kripke's thesis regarding the possibility of acquiring a priori knowledge of contingent truths and Keith Donnellan's criticism of this thesis. Second, I explore a distinction that Donnellan makes between (a) knowing that a sentence expresses a truth and (b) knowing what truth this sentence expresses. I argue that this distinction is not relevant only in the context of his criticism of the contingent a priori, but also to our practices with proper names in general. I try to show that knowing the meaning of proper names cannot be reduced to our linguistic competence with them, but that it depends on an acquaintance relation to their bearers. If this is true, then the thesis of the contingent a priori, as formulated by Kripke, cannot be correct
Ver menos
Aberto
Donnellan, nomes millianos e o contingente a priori
Filipe Martone
Donnellan, nomes millianos e o contingente a priori
Filipe Martone
Fontes
|
Kriterion: revista de filosofia (Fonte avulsa) |