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Type: TESE DIGITAL
Degree Level: Doutorado
Title: Bronquiectasias associadas a DPOC grave : características clínicas, funcionais e estruturais = Bronchiectasis associated with severe COPD : clinical, functional and structural features
Title Alternative: Bronchiectasis associated with severe COPD : clinical, functional and structural features
Author: Doria, Silvia Maria da Silva, 1987-
Advisor: Pereira, Mônica Corso, 1963-
Abstract: Resumo: Bronquiectasias são frequentemente identificadas em pacientes com DPOC, principalmente em pacientes graves, mas a relevância desse achado ainda não é clara. Os objetivos deste estudo foram identificar e descrever os achados tomográficos em pacientes com DPOC grave e com bronquiectasias, comparar pacientes com e sem bronquiectasia quanto às variáveis clínicas, funcionais e de qualidade de vida, e investigar se alguma das características clínicas, funcionais ou microbiológicas ajuda a prever a associação de bronquiectasias em pacientes com DPOC grave. Métodos: Noventa e oito pacientes com DPOC (GOLD 3 e 4) foram incluídos para avaliação clínica, microbiológica, de qualidade de vida; realizaram tomografia computadorizada de alta resolução (TCAR) e avaliação funcional [espirometria, teste de caminhada de 6 minutos (TC6) e capnografia volumétrica (CV)]. Os pacientes foram classificados de acordo com os achados na TCAR em dois grupos: bronquiectasias em pelo menos dois lobos pulmonares (BC) ou bronquiectasias ausentes ou em apenas um lobo pulmonar (NBC). Os grupos BC e NBC foram comparados para todas as variáveis, foram realizadas análise de regressão logística para identificação de fatores que poderiam predispor à presença de bronquiectasias, e análise de regressão linear para identificar fatores relacionados à gravidade da bronquiectasia (avaliada pelo escore tomográfico). Resultados: Bronquiectasias foram encontradas em 24,5% dos pacientes. Pacientes com BC apresentaram menor carga tabágica e menor índice de B.O.D.E. que do grupo NBC. Não houve diferença entre os grupos quanto à idade, sexo, número de exacerbações ou na qualidade de vida. Não foi encontrada diferença significativa na comparação entre os grupos quanto à frequência de isolados bacterianos positivos nos exames de escarro. Quantos aos parâmetros funcionais, também não foi encontrada diferença significativa nas variáveis da espirometria nem da CV. Somente houve diferença entre os grupos no TC6, no qual pacientes do grupo BC caminharam distâncias maiores (p <0,05). A chance de ter bronquiectasia foi 4,8 vezes maior na presença de cultura de escarro positivo e 2,17 vezes maior para cada ponto menor no índice B.O.D.E. Além disso, quanto maior o Slope3 na CV, maior a chance de encontrar bronquiectasias na TCAR. Quanto à gravidade dos escores tomográficos, quanto maior o escore para bronquiectasias, maior a queda SpO2 no TC6 e menor a CVF. No grupo BC, bronquiectasias tiveram distribuição predominantemente bilateral, nos lobos inferiores. Foi frequente o achado de espessamento peribrônquico, de aprisionamento aéreo, e de enfisema. Conclusões: Bronquiectasias são frequentes em pacientes com DPOC grave, identificadas em 24,5% dos nossos pacientes. Pacientes com bronquiectasias tiveram menor carga tabágica, menor índice de B.O.D.E. e caminharam mais que os pacientes sem bronquiectasias. Além disso, quanto mais grave a lesão estrutural (maior o escore de bronquiectasias), pior a função pulmonar e maior a queda da oxigenação no exercício. A chance de ter bronquiectasias foi 4,8 vezes maior na presença de cultura de escarro positiva. A grande variabilidade de achados estruturais e funcionais encontrada nesse estudo reforça a necessidade de avaliar o paciente com múltiplas ferramentas, de modo a personalizar o diagnóstico clínico e funcional

Abstract: Bronchiectasis is often identified in patients with COPD, especially in severe ones, but the relevance of this finding is unclear. The objectives of this study were to identify and describe the tomographic findings in patients with severe COPD and bronchiectasis, to compare patients with and without bronchiectasis according to the clinical, functional and quality of life variables, and to investigate if some of the clinical, functional or microbiological characteristics may predict an association of bronchiectasis in patients with severe COPD. Methods: Ninety-eight patients with COPD (GOLD 3 and 4) were included for clinical, microbiological, quality of life assessment; they performed high-resolution computed tomography (HRCT) and functional evaluation [spirometry, 6-minute walk test (6MWT) and volumetric capnography (VC)]. The patients were classified according to the HRCT findings into two groups: presence of bronchiectasis in at least two pulmonary lobes (BC), or no bronchiectasis or its presence in just one pulmonary lobe (NBC). The BC and NBC groups were compared for all variables; logistic regression analysis was performed to identify factors that may predispose to the presence of bronchiectasis, and linear regression analysis was done to identify factors related to the severity of bronchiectasis (assessed by tomographic score). Results: Bronchiectasis was found in 24.5% of the patients. BC patients had lower smoking load and lower B.O.D.E. index than the NBC group. There was no difference between groups regarding age, sex, number of exacerbations or quality of life. No significant difference was found in the comparison between the groups regarding the frequency of positive bacterial isolates in sputum sample. Concerning functional evaluation there was no significant difference in spirometry or VC. There was only difference between groups in the 6MWT, in which patients in the BC group walked greater distances (p <0.05). The chance of having bronchiectasis was 4.8 times greater in the presence of positive sputum culture and 2.17 times greater for each minor point in the B.O.D.E index. In addition, the higher the Slope3 in VC, the greater chance of finding bronchiectasis on HRCT. Regarding tomographic scores, the higher score for bronchiectasis, the greater the SpO2 fall on the 6MWT, and the lower the Forced Vital Capacity (FVC). In the BC group, bronchiectasis had a predominantly bilateral distribution in the lower lobes. Peribronchial thickening, air trapping, and emphysema were frequent. Conclusions: Bronchiectasis is common in patients with severe COPD, identified in 24.5% of our patients. Patients with bronchiectasis had lower smoking load, lower B.O.D.E. index and walked more than patients without bronchiectasis. In addition, the more severe the structural injury (the higher the score for bronchiectasis), the worse the lung function and the greater the fall in oxygenation during exercise. The chance of having bronchiectasis was 4.8 times greater in the presence of positive sputum culture. The great variability of structural and functional findings found in this study reinforces the need to evaluate the patient with multiple tools, in order to personalize the clinical and functional diagnosis
Subject: Bronquiectasia
Doença pulmonar obstrutiva crônica
Tomografia computadorizada
Espirometria
Capnografia
Language: Multilíngua
Editor: [s.n.]
Citation: DORIA, Silvia Maria da Silva. Bronquiectasias associadas a DPOC grave: características clínicas, funcionais e estruturais = Bronchiectasis associated with severe COPD : clinical, functional and structural features . 2020. 1 recurso online ( 101 p.) Tese (doutorado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciências Médicas, Campinas, SP.
Date Issue: 2020
Appears in Collections:FCM - Tese e Dissertação

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