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Type: DISSERTAÇÃO DIGITAL
Degree Level: Mestrado
Title: Avaliação da terapia de nutrição enteral no paciente pediátrico criticamente enfermo
Title Alternative: Enteral nutrition therapy assessment in the pediatric critically ill patient
Author: Melro, Erica Carolina, 1990-
Advisor: Nogueira, Roberto José Negrão
Abstract: Resumo: O objetivo do presente estudo foi avaliar a prática atual da nutrição enteral (NE) em uma Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTIP) e se houve benefícios da nutrição enteral precoce (NEP) para a criança criticamente enferma. Realizou-se um estudo tipo coorte, prospectivo, observacional, analítico, monocêntrico, incluindo crianças e adolescentes com idade entre 1 mês e 14 anos, de ambos os sexos, com indicação para uso de NE via sonda ou ostomia, internados na UTIP do Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas, Brasil. Foram obtidas características demográficas, clínicas e de terapia nutricional. Considerou-se NEP se a NE ocorreu nas primeiras 48 horas da admissão na UTIP. Para as análises estatísticas considerou-se o seguimento dos pacientes por um período de até 10 dias de internação na UTIP. No total, foram incluídos 130 pacientes no estudo sendo 66,15% do sexo masculino com idade mediana de 10 (IQ: 3; 41) meses. A maioria dos pacientes apresentou diagnóstico respiratório (54,62%) na admissão e o escore de gravidade (PIM2) mediano foi de 2,60% (IQ: 1,30; 6,20). O tempo mediano de internação na UTIP foi de 12,50 (IQ: 7,00; 20,00) dias. A mediana da adequação energética foi de 64,65% (IQ: 37,71; 83,76) e as medianas das adequações proteicas foram de 50,64% (IQ: 31,68; 65,58) para adequação proteica mínima e 27,10% (IQ: 17,54; 35,58) para adequação ideal. Apenas 5,08% dos pacientes atingiram a adequação proteica mínima e nenhum paciente atingiu adequação proteica ideal. Observou-se uma importante deficiência proteica em toda a amostra. A NE foi interrompida, ao menos uma vez, em 76,15% da amostra. A proporção de inadequação proteica mínima foi maior para os pacientes que apresentaram interrupções da NE (77,68% versus 22,32%; p=0,0316). As variáveis nutricionais foram comparadas entre os grupos: NEP e nutrição enteral tardia (NET). O tempo mediano para início da NE foi de 44,25 (29,00; 64,50) horas e a NEP ocorreu em 59,23% dos pacientes que apresentaram maior tempo de ventilação mecânica (9,00 [6,00; 12,00] versus 6,00 [3,00; 13,00] dias; p=0,0297), melhores ingestões de energia (39,14 [30,76; 47,46] versus 21,95 [12,30; 32,27] kcal/kg/dia; p<0,0001) e de proteína (0,85 [0,66; 1,11] versus 0,55 [0,30; 0,78] g/kg/dia; p<0,0001) e melhores adequações nutricionais (p<0,0001). Foram variáveis significativamente associadas com a NEP: menor PIM2 (p=0,0357), grupo diagnóstico respiratório e pós-operatório (p=0,0128) e não utilizar droga vasoativa (p=0,0003). De fato, o uso de droga vasoativa constituiu fator de risco para atraso da NE (OR: 4,372; IC95%: 1,847-10,354; p=0,0008). Em conclusão, os pacientes que receberam NEP apresentaram maiores ingestões e adequações energético-proteicas. Contudo, a inadequação proteica, mesmo no que se refere à recomendação mínima, ocorreu em toda a amostra, independente do tempo de início da NE. O atraso para início da NE esteve associado à gravidade clínica do paciente

Abstract: The aim of the present study was to evaluate the current practice of enteral nutrition (EN) in a Pediatric Intensive Care Unit (PICU) and whether there are benefits of early enteral nutrition (EEN) for the critically ill child. A single-center prospective observational analytic cohort study was carried out. It included children and adolescents aged from 1 month to 14 years, of both genders, with indication to use EN by feeding tube or enterostomies, admitted to the PICU of Clinical Hospital of the University State of Campinas, Brazil. Demographic, clinical and nutritional therapy characteristics were obtained. EEN was considered when EN occurred within the first 48 hours of PICU admission. Statistical analysis was based on the up to 10 day-follow-up of patients in the PICU. A total of 130 patients were included in the study, 66.15% were males with a median age of 10 (IQ: 3; 41) months. The most patients (54.62%) presented respiratory diagnosis at admission and median PIM2 was 2.60% (IQ: 1.30; 6.20). The median PICU length of stay was 12.50 (IQ: 7.00; 20.00) days. The median energy adequacy was 64.65% (IQ: 37.71, 83.76) and the median protein adequacy was 50.64% (IQ: 31.68; 65.58) for minimum protein adequacy and 27.10% (IQ: 17.54; 35.58) for optimal suitability. Only 5.08% of the patients achieved the minimum protein adequacy while no patient reached ideal protein adequacy. Significant protein deficiency was observed throughout the sample. EN was interrupted at least once in 76.15% of the sample. The proportion of minimal protein inadequacy was higher for patients who presented interruptions of EN (77.68% versus 22.32%, p = 0.0316). The nutritional variables were compared between the groups: EEN and late enteral nutrition (LEN). The median time of EN initiation was 44.25 (29.00; 64.50) hours and EEN occurred in 59.23% of the patients who had a longer length of mechanical ventilation (9.00 [6.00; 12.00] versus 6.00 [3.00; 13.00] days; p = 0.0297 ), better energy (39.14 [30.76; 47.46] versus 21.95 [12.30, 32.27] kcal/kg/day, p <0.0001) and protein (0.85 [0.66, 1.11] versus 0.55 [0.30, 0.78] g/kg/day, p <0.0001) intakes and improved nutritional adequacy (p <0.0001). Those variables were significantly associated with EEN: lower PIM2 (p = 0.0357), respiratory and postoperative diagnostic group (p = 0.0128) and non-use of vasoactive drugs (p = 0.0003). In fact, vasoactive drug use was a risk factor for EN delay (OR: 4.372; 95% CI: 1.847-10.354, p = 0.0008). In conclusion, patients who received EEN presented higher intakes and adequacy of energy and protein. However, protein inadequacy, even related to the minimum recommended, occurred throughout the sample, regardless the time of EN onset. The delay of enteral nutrition initiation was associated with clinical severity of the patient
Subject: Alimentação enteral
Necessidade energética
Necessidade proteica
Unidades de terapia intensiva pediatrica
Pediatria
Insuficiência respiratória
Language: Português
Editor: [s.n.]
Citation: MELRO, Erica Carolina. Avaliação da terapia de nutrição enteral no paciente pediátrico criticamente enfermo. 2019. 1 recurso online (113 p.). Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciências Médicas, Campinas, SP.
Date Issue: 2019
Appears in Collections:FCM - Tese e Dissertação

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