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Type: TESE DIGITAL
Degree Level: Doutorado
Title: Efeitos da auriculoterapia no trabalho de parto : ensaio clínico randomizado
Title Alternative: Effects of auriculotherapy on labor : randomized clinical trial
Author: Mafetoni, Reginaldo Roque, 1979-
Advisor: Shimo, Antonieta Keiko Kakuda, 1953-
Abstract: Resumo: Introdução: A auriculoterapia é uma modalidade da Medicina Tradicional Chinesa utilizada no tratamento de diversas disfunções do corpo. No entanto, ensaios clínicos randomizados (ECRs) são necessários para estabelecer o seu uso na prática obstétrica. Objetivos: Avaliar os efeitos da auriculoterapia durante o trabalho de parto e parto nos seguintes desfechos: a intensidade da dor; a administração de medicamentos analgésicos e anestesias; o nível de ansiedade; a duração do trabalho de parto; a taxa de cesárea; o escore de Apgar; o desconforto da terapia; e se submeteria novamente à auriculoterapia. Método: O estudo é um ECR, de característica pragmática e triplo-cego. Foram selecionadas 102 mulheres, com idade gestacional ? 37 semanas, na fase ativa do trabalho de parto (TP) por meio de alocação oculta, gerada por envelopes opacos, selados e numerados sequencialmente, em uma Instituição de saúde do interior do Estado de São Paulo. O controle se fez por três grupos de estudo: auriculoterapia com microesferas de cristais (grupo intervenção ¿ GI: n 34), auriculoterapia com microesferas de vidro (grupo placebo ¿ GP: n 34) e o terceiro grupo de controle, sem intervenção (grupo controle ¿ GC: n 34). A intesidade da dor foi mensurada por uma escala visual e analógica (EVA) e o nível de ansiedade por meio da Escala de Hamilton para Avaliação da Ansiedade (HAM-A). A comparação dos efeitos do tratamento foi feita por meio dos testes: Kruskal-Wallis, os modelos Generalized Estimating Equations (GEE) e os testes exato de Fisher e Qui-quadrado para as variáveis categóricas. Também foram apresentadas as estimativas obtidas de diferença média (DM), risco relativo, odds ratio, assim como os seus respectivos intervalos de confiança e p-valores. As análises foram realizadas pelo Statistical Analysis System (SAS) versão 9.4. Resultados: As parturientes do GI apresentaram redução nos escores de dor quando comparadas ao GC (EVA: 30 min p=0,0179, 60 min p=0,0023 e 120 min p=0,0014) e com o GP (EVA: 30 min p=0,5143, 60 min p=0,2331 e 120 min p=0,1167). A administração de medicamentos analgésicos e anestesias (p=0,0678) foi semelhante entre os grupos. A intensidade da ansiedade, mensurada com 120 min foi maior no GP versus GI (DM 3,62, IC 0,42-6,81, p=0,0265) e GC versus GI (DM 4,88, IC 1,87-7,88 p=0,0015). A média de duração do TP foi menor no GI após alocação (GI: 269,2 versus GP: 360,3 versus GC: 368,6 min; p=0,1871); a taxa de cesárea foi maior no GP (GP: 55,9% versus GI: 26,5% versus GC: 20,6%; p-valor=0,0045); e o escore de Apgar não se diferenciou no 1º (p=0,0879) e 5º min (p=0,571) de vida do neonato. Não houve diferença significativa quanto ao desconforto ocasionado pelo tratamento (p=1,0000). A maioria das mulheres do GI e GP submeteria-se novamente a auriculoterapia (p=0,1974). Conclusão: A auriculoterapia se mostrou uma medida eficiente no alívio da dor e no controle da ansiedade durante o TP, sem ocasionar efeitos adversos para mãe ou para o neonato, entretanto, não houve diferença significativa na duração do TP e a taxa de cesárea foi parecida no GI e GC, instigando novos estudos

Abstract: Introdução: A auriculoterapia é uma modalidade da Medicina Tradicional Chinesa utilizada no tratamento de diversas disfunções do corpo. No entanto, ensaios clínicos randomizados (ECRs) são necessários para estabelecer o seu uso na prática obstétrica. Objetivos: Avaliar os efeitos da auriculoterapia durante o trabalho de parto e parto nos seguintes desfechos: a intensidade da dor; a administração de medicamentos analgésicos e anestesias; o nível de ansiedade; a duração do trabalho de parto; a taxa de cesárea; o escore de Apgar; o desconforto da terapia; e se submeteria novamente à auriculoterapia. Método: O estudo é um ECR, de característica pragmática e triplo-cego. Foram selecionadas 102 mulheres, com idade gestacional ? 37 semanas, na fase ativa do trabalho de parto (TP) por meio de alocação oculta, gerada por envelopes opacos, selados e numerados sequencialmente, em uma Instituição de saúde do interior do Estado de São Paulo. O controle se fez por três grupos de estudo: auriculoterapia com microesferas de cristais (grupo intervenção ¿ GI: n 34), auriculoterapia com microesferas de vidro (grupo placebo ¿ GP: n 34) e o terceiro grupo de controle, sem intervenção (grupo controle ¿ GC: n 34). A intesidade da dor foi mensurada por uma escala visual e analógica (EVA) e o nível de ansiedade por meio da Escala de Hamilton para Avaliação da Ansiedade (HAM-A). A comparação dos efeitos do tratamento foi feita por meio dos testes: Kruskal-Wallis, os modelos Generalized Estimating Equations (GEE) e os testes exato de Fisher e Qui-quadrado para as variáveis categóricas. Também foram apresentadas as estimativas obtidas de diferença média (DM), risco relativo, odds ratio, assim como os seus respectivos intervalos de confiança e p-valores. As análises foram realizadas pelo Statistical Analysis System (SAS) versão 9.4. Resultados: As parturientes do GI apresentaram redução nos escores de dor quando comparadas ao GC (EVA: 30 min p=0,0179, 60 min p=0,0023 e 120 min p=0,0014) e com o GP (EVA: 30 min p=0,5143, 60 min p=0,2331 e 120 min p=0,1167). A administração de medicamentos analgésicos e anestesias (p=0,0678) foi semelhante entre os grupos. A intensidade da ansiedade, mensurada com 120 min foi maior no GP versus GI (DM 3,62, IC 0,42-6,81, p=0,0265) e GC versus GI (DM 4,88, IC 1,87-7,88 p=0,0015). A média de duração do TP foi menor no GI após alocação (GI: 269,2 versus GP: 360,3 versus GC: 368,6 min; p=0,1871); a taxa de cesárea foi maior no GP (GP: 55,9% versus GI: 26,5% versus GC: 20,6%; p-valor=0,0045); e o escore de Apgar não se diferenciou no 1º (p=0,0879) e 5º min (p=0,571) de vida do neonato. Não houve diferença significativa quanto ao desconforto ocasionado pelo tratamento (p=1,0000). A maioria das mulheres do GI e GP submeteria-se novamente a auriculoterapia (p=0,1974). Conclusão: A auriculoterapia se mostrou uma medida eficiente no alívio da dor e no controle da ansiedade durante o TP, sem ocasionar efeitos adversos para mãe ou para o neonato, entretanto, não houve diferença significativa na duração do TP e a taxa de cesárea foi parecida no GI e GC, instigando novos estudos
Subject: Auriculoterapia
Dor do parto
Trabalho de parto
Cesárea
Ansiedade
Terapias complementares
Language: Português
Editor: [s.n.]
Citation: MAFETONI, Reginaldo Roque. Efeitos da auriculoterapia no trabalho de parto: ensaio clínico randomizado. 2017. 1 recurso online (146 p.). Tese (doutorado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Enfermagem, Campinas, SP.
Date Issue: 2017
Appears in Collections:FENF - Tese e Dissertação

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